
No silêncio noturno, eu, você mudos como tempo sisudo
vendo o colorido do mundo e um deserto dentro de nosso interior.
-Pergunto sobre seus sentimentos, você finge surdez, me surpreendo com seu jeito econômico de engolir verbos; que esquisitice!
Homem e mulher juntos e sem enleios, um frio intenso, expostos no relento, me olhou e sorriu dos meus tremores, dos ossos enrijecidos. Em nenhum momento disponibilizou seus préstimos, muito menos percebeu meus olhos pedindo seu corpo portento, musculoso e quente como um cobertor. Esconde-se, fico entre o frio pungente no mundo dos desprovidos de socorro.
O rio enche, mudou o roteiro, veio em meu sentido, quer me engolir, sem destino, sem protetor, nesse momento de terror me jogo, me entrego e morro!
O rio enche, mudou o roteiro, veio em meu sentido, quer me engolir, sem destino, sem protetor, nesse momento de terror me jogo, me entrego e morro!
Foi no silêncio noturno que conheci o seu perfil, seu pobre espírito !
Que homem insensível e sem brios, nem o rio quis esse desprovido de tudo.
Diná Fernandes
Interação da poetisa Rosélia Bezerra.
Obrigada querida amiga, sempre bem vinda !

Confiei no seu bom enlevo,
Cri no seu brio longevo,
Desiludi vendo-te insensível
Refleti no pernoite sombrio
Compreender me foi impossível,
Meu ser ficou no resfrio...
Displicente homem, com tosco freio.