
Nesses momentos de quietude
Onde o temor chegou em turbilhões
O mundo sofre e geme entre grilhões
Dorido tempo que pede finitude
Nesse contexto de
terror, ser forte
Sem sonhos, sem sorte, só morte
Vendo os efeitos : ódio, e jogo sujo
Dói viver nesse mundo
de corujos
Querendo o número de mortos
Sempre crescendo, e o seu montinho
Subindo, e o pobre sem rosto, sem posto
Sentindo no couro os espinhos.
Vejo corrente mirim
Cedendo seus elos
Um genuíno estopim
explodiu no tornozelo
Diná Fernandes
Recebo com orgulho e prazer a Interação também sem a vogal "A"
da amiga Rosélia Bezerra. Obrigada minha doce amiga.
Em nosso moderno viver,
sofremos depois do querer,
indo sem nem entendermos
onde podemos nos esconder,
crendo sempre no Senhor
que tudo pode, sente e vê.