sábado, 15 de fevereiro de 2020

**Propósito- Sem a vogal "A"


Chego com o propósito
de escrever um texto divertido
de teor bonito,
com bom jogo poético,
com recursos ricos
e bom português.


Versos melódicos
oriundos d'um seresteiro
de olhos desprovidos de líquidos,
cobertos de nevoeiros,
que, em pleno desespero,
procurou um motivo
vindo expor o seu verso
escondido no peito.

Escreveu, chorou
e com muito sossego
compôs.

Temeroso e sonolento
voou e encontrou
o roteiro,
se perdeu no ritmo;
porém o destino lhe foi fiel
e conservou o desejo
de ressurgir dos seus neurônios
um novo mundo poético.


Diná Fernandes


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Imploro -sem a vogal "A"

Sofro e imploro por socorro
Jesus misericordioso, eu choro
E espero com pudor e decoro

Todo o meu ser entrou em sufoco
Socorrei-me, Senhor, desse mundo louco
Eu creio e confio que de vós mereço um pouco

Sinto-me impotente, perseguem-me
Sou filho fiel. Com seu poder, ungi-me!
Insisto e preciso urgente de vós, protegei-me!


Diná Fernandes
Interação da amiga Roselia, também sem a vogal "A"
Obrigada amada. uma honra receber sua interação.

Meu Deus, cuide desse ser que tem fé!
Mostre seu zelo com todo esplendor
Protege-o de todo terror noturno
Vele pelo seu sono sempre!



sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Enlevo - Enlace Disticus


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Quando Enlaces eu escrevo
Me enlaço em doce enlevo
Sinto da poesia um abraço
Abraçando o verso que traço
Nesse momento de fruição
Da inspiração com a comunhão
Dá-se a semeadura poética
Gosto dessa transcrição fonética
Que vem de encontro ao meu eu
Povoar a noite do meu céu.

E nesses versos eu me atrevo
Pedir uma pena que escreva em relevo.

Autoria: Diná Fernandes

Estilo  Experimental Aila Brito


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Versos singelos sem vogal "A

Meus versos singelos
Com seu brilho fosco
Imperfeitos e toscos
sentem temor do belo.

Escrevo o que quero
E o que o sentir me diz
Tento um certo esmero
E tenho diretriz

Esse modo de escrever
É como ir no fundo cerne
O verso vem me pertencer
Nesse momento solene

Voo livre como o sopro do vento
Me escondo nos sombrios nevoeiros
Sentimento oculto é do verso complemento
Olheiro dos movimentos seguem o roteiro.

Diná Fernandes


sábado, 18 de janeiro de 2020

PoeRima N2

Resultado de imagem para nuvens e páSSAROS

N’uma manhã linda e ensolarada
Nuvens e pássaros bordam o céu
Não fazem ideia da poesia desenhada
Nos ares, para meus olhos, um troféu!

Na obra de arte tão natural
Não há palavras para traduzir
No quesito arte, a beleza divinal
Nas asas, um pincel a difundir

Notável desenho, nuvens como novelos
No espaço, brincam de se esconder
Na sombra do sol fazem seu refestelo
Nesse vai e vem brincam até o anoitecer.

Autoria: Diná Fernandes

PoeRima é um estilo literário criado pela poetisa Fernanda Xerez

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

História de Cristo

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Nos tempos litúrgicos do Advento, Natal e Epifania, tempos fortes na celebração do mistério cristão, há uma palavra familiar que se repete a miúdo nas leituras, que se canta em várias músicas e que passa a povoar a imaginação dos fiéis: Belém.

Belém é um nome altamente simbólico: em árabe significa “casa da carne” e em hebraico “casa do pão”. Lá nasceu o Rei David, ungido pelo profeta Samuel para ser cabeça da dinastia, da qual nasceria o Messias. Belém, berço de David, seria o solo onde nasceria o esperado das nações.


Chama atenção a relação que tem Belém com a Eucaristia. Em primeiro lugar, porque lá a Virgem deu a luz ao Filho de Deus a quem adoramos no augusto Sacramento do altar. Porém também pelos significados providenciais do nome: casa da carne e casa do pão.
Jesus é carne de Maria e pão da Vida

Existe também em Belém outra realidade Belém que salta aos olhos. Os Evangelhos nos narram que nesse lugar bendito, todo o universo criado se faz presente para honrar o Senhor “por quem existem todas as coisas” (Jo. 1, 3). Os reinos angélico, animal, vegetal e mineral ali estão presente através de seus representantes qualificados: os anjos, os pastores e os reis, a vaca e o boi, a palha do presépio, o linho dos panos, o incenso, a mirra, o ouro, a estrela misteriosa…

Belém é uma apoteose de adoração, apesar da trágica exceção que fazem à regra, um tirano e uns maus vizinhos: o rei Herodes e os donos de hospedagens insensíveis ao apelo do casal forasteiro.


O que há 2.000 anos passou em Belém, é um pouco o que sucede em nossas igrejas e capelas onde se expõe o Senhor para a adoração. Ali estão os anjos –claro que sim–, Maria e José, a sua maneira; depois os fiéis devotos; as flores, a luz das velas, o incenso, os materiais que compõem o ostensório e o altar … todo o enquadramento que rodeia a Eucaristia exposta, como que se inclina reverente e proclama a presença real, por certo com mais sentimento com aquele o fariam os novos Herodes ou os milhares de anônimos que povoam as cidades de nosso tempo, que ignoram a Deus ou o combatem. Porque esse aspecto é também hoje uma triste realidade, inclusive entre os cristãos!


Feliz Natal!
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Acabativa- Poema Dalangola

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Estilo Expimental criado por Jose Cambinda Dala poeta angolano

Cantando, levo a vida, planejo e dou acabativa, 

Centrada, priorizo as necessidade básicas. 

Cismei abrir mão de tudo que era supérfluo, 

Costurei as ideias com as agulhas da consciência, 

Custei, mas consegui, um jeito leve para harmonizar o viver 


Autoria: Diná Fernandes

https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/4174681

Ciúme- Medianeiro

Ciúme, coisa louca, Traz dor, amargura. Melhor fechar boca. Para amar alguém Precisa dar abertura, Será livre também. Quem pensa acorrentar...