segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

()No silencio noturno- sem a vogal "A"

No silêncio noturno, eu, você mudos como tempo sisudo
vendo o colorido do mundo e um deserto dentro de nosso interior.

-Pergunto sobre seus sentimentos, você finge surdez, me surpreendo com seu jeito econômico de engolir verbos; que esquisitice!

Homem e mulher juntos e sem enleios, um frio intenso, expostos no relento, me olhou e sorriu dos meus tremores, dos ossos enrijecidos. Em nenhum momento disponibilizou  seus préstimos, muito menos percebeu meus olhos pedindo seu corpo portento, musculoso e quente como um cobertor. Esconde-se, fico entre o frio pungente no mundo dos desprovidos de socorro.
O rio enche, mudou o roteiro, veio em meu sentido, quer  me engolir, sem destino, sem protetor, nesse momento de terror me jogo, me entrego e morro!

Foi no silêncio noturno que conheci o seu perfil, seu pobre espírito !
Que homem insensível e sem brios, nem o rio quis esse desprovido de tudo.

Diná Fernandes

Interação da poetisa  Rosélia Bezerra.
Obrigada  querida amiga, sempre bem vinda !

Confiei no seu bom enlevo,
Cri no seu brio longevo,
Desiludi vendo-te insensível
Refleti no pernoite sombrio
Compreender me foi impossível,
Meu ser ficou no resfrio...
Displicente homem, com tosco freio.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

**Propósito- Sem a vogal "A"


Chego com o propósito
de escrever um texto divertido
de teor bonito,
com bom jogo poético,
com recursos ricos
e bom português.


Versos melódicos
oriundos d'um seresteiro
de olhos desprovidos de líquidos,
cobertos de nevoeiros,
que, em pleno desespero,
procurou um motivo
vindo expor o seu verso
escondido no peito.

Escreveu, chorou
e com muito sossego
compôs.

Temeroso e sonolento
voou e encontrou
o roteiro,
se perdeu no ritmo;
porém o destino lhe foi fiel
e conservou o desejo
de ressurgir dos seus neurônios
um novo mundo poético.


Diná Fernandes


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Imploro -sem a vogal "A"

Sofro e imploro por socorro
Jesus misericordioso, eu choro
E espero com pudor e decoro

Todo o meu ser entrou em sufoco
Socorrei-me, Senhor, desse mundo louco
Eu creio e confio que de vós mereço um pouco

Sinto-me impotente, perseguem-me
Sou filho fiel. Com seu poder, ungi-me!
Insisto e preciso urgente de vós, protegei-me!


Diná Fernandes
Interação da amiga Roselia, também sem a vogal "A"
Obrigada amada. uma honra receber sua interação.

Meu Deus, cuide desse ser que tem fé!
Mostre seu zelo com todo esplendor
Protege-o de todo terror noturno
Vele pelo seu sono sempre!



sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Enlevo - Enlace Disticus


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Quando Enlaces eu escrevo
Me enlaço em doce enlevo
Sinto da poesia um abraço
Abraçando o verso que traço
Nesse momento de fruição
Da inspiração com a comunhão
Dá-se a semeadura poética
Gosto dessa transcrição fonética
Que vem de encontro ao meu eu
Povoar a noite do meu céu.

E nesses versos eu me atrevo
Pedir uma pena que escreva em relevo.

Autoria: Diná Fernandes

Estilo  Experimental Aila Brito


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Versos singelos sem vogal "A

Meus versos singelos
Com seu brilho fosco
Imperfeitos e toscos
sentem temor do belo.

Escrevo o que quero
E o que o sentir me diz
Tento um certo esmero
E tenho diretriz

Esse modo de escrever
É como ir no fundo cerne
O verso vem me pertencer
Nesse momento solene

Voo livre como o sopro do vento
Me escondo nos sombrios nevoeiros
Sentimento oculto é do verso complemento
Olheiro dos movimentos seguem o roteiro.

Diná Fernandes


sábado, 18 de janeiro de 2020

PoeRima N2

Resultado de imagem para nuvens e páSSAROS

N’uma manhã linda e ensolarada
Nuvens e pássaros bordam o céu
Não fazem ideia da poesia desenhada
Nos ares, para meus olhos, um troféu!

Na obra de arte tão natural
Não há palavras para traduzir
No quesito arte, a beleza divinal
Nas asas, um pincel a difundir

Notável desenho, nuvens como novelos
No espaço, brincam de se esconder
Na sombra do sol fazem seu refestelo
Nesse vai e vem brincam até o anoitecer.

Autoria: Diná Fernandes

PoeRima é um estilo literário criado pela poetisa Fernanda Xerez

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

História de Cristo

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Nos tempos litúrgicos do Advento, Natal e Epifania, tempos fortes na celebração do mistério cristão, há uma palavra familiar que se repete a miúdo nas leituras, que se canta em várias músicas e que passa a povoar a imaginação dos fiéis: Belém.

Belém é um nome altamente simbólico: em árabe significa “casa da carne” e em hebraico “casa do pão”. Lá nasceu o Rei David, ungido pelo profeta Samuel para ser cabeça da dinastia, da qual nasceria o Messias. Belém, berço de David, seria o solo onde nasceria o esperado das nações.


Chama atenção a relação que tem Belém com a Eucaristia. Em primeiro lugar, porque lá a Virgem deu a luz ao Filho de Deus a quem adoramos no augusto Sacramento do altar. Porém também pelos significados providenciais do nome: casa da carne e casa do pão.
Jesus é carne de Maria e pão da Vida

Existe também em Belém outra realidade Belém que salta aos olhos. Os Evangelhos nos narram que nesse lugar bendito, todo o universo criado se faz presente para honrar o Senhor “por quem existem todas as coisas” (Jo. 1, 3). Os reinos angélico, animal, vegetal e mineral ali estão presente através de seus representantes qualificados: os anjos, os pastores e os reis, a vaca e o boi, a palha do presépio, o linho dos panos, o incenso, a mirra, o ouro, a estrela misteriosa…

Belém é uma apoteose de adoração, apesar da trágica exceção que fazem à regra, um tirano e uns maus vizinhos: o rei Herodes e os donos de hospedagens insensíveis ao apelo do casal forasteiro.


O que há 2.000 anos passou em Belém, é um pouco o que sucede em nossas igrejas e capelas onde se expõe o Senhor para a adoração. Ali estão os anjos –claro que sim–, Maria e José, a sua maneira; depois os fiéis devotos; as flores, a luz das velas, o incenso, os materiais que compõem o ostensório e o altar … todo o enquadramento que rodeia a Eucaristia exposta, como que se inclina reverente e proclama a presença real, por certo com mais sentimento com aquele o fariam os novos Herodes ou os milhares de anônimos que povoam as cidades de nosso tempo, que ignoram a Deus ou o combatem. Porque esse aspecto é também hoje uma triste realidade, inclusive entre os cristãos!


Feliz Natal!
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Ciúme- Medianeiro

Ciúme, coisa louca, Traz dor, amargura. Melhor fechar boca. Para amar alguém Precisa dar abertura, Será livre também. Quem pensa acorrentar...