sexta-feira, 12 de junho de 2020

Recado de Santo Antonio

A fama de casamenteiro


Foram seus milagres que o fizeram conquistar o título de “santo casamenteiro” apenas no Brasil, onde chegou pelas mãos dos colonizadores portugueses. Segundo dizem, ele tinha os olhos voltados para a tristeza das moças. Um de seus feitos ocorreu quando ele era ainda menino e gostava de acariciar os cabelos de uma prima. Seu tio tinha ciúme e cortou as madeixas da filha. Ao ver a menina chorando, Antônio colocou a mão sobre a cabeça dela e seus lindos cachos voltaram. Em outra ocasião, encontrou uma menina com as roupas molhadas e descobriu que garotos malvados tinham quebrado o pote em que ela levava água. Prontamente, ele pegou os cacos e refez o recipiente.

Outra lenda conta que uma jovem fez uma promessa a Santo Antônio e colocou sua imagem na janela à espera de um noivo. Como não era atendida, derrubou a estátua na calçada. A imagem acabou caindo na cabeça de um rapaz e, por causa do acidente, os dois se apaixonaram e se casaram. Isso originou a mania dos fiéis de colocá-lo de cabeça para baixo, dentro da água e virado contra a parede – uma punição até ter sua graça alcançada.

O termo ''Santo casamenteiro'' também vem da ajuda que ele dava às noivas. Como as moças pobres não tinham dinheiro para o enxoval, ele as ajudava a recolher doações para o dote. Por isso tudo, virou o protetor dos namorados e das solteiras.

Santo Antônio também é conhecido como o restituidor das “pessoas perdidas”, padroeiro de Portugal e protetor dos pobres. E sempre é lembrado como um homem caridoso. Por isso, em todas as terças-feiras, dia em que morreu, fiéis e religiosos distribuem pães aos necessitados, como ele fazia quando criança. O Pão de Santo Antônio é um fundo de contribuição destinado a ajudar os pobres e foi criado na França, em 1894, por uma senhora rica que teve um pedido atendido pelo santo. No dia 13 de junho, é realizada a bênção dos pães. Os fiéis levam o alimento para casa e o guardam em um pote para terem fartura e saúde o ano todo.
Diz o recado do santo casamenteiro 
Pra moças cheirando a verbena 
Que esperaram o ano inteiro 
-Meninas, estou de quarentena 

Namoro não posso promover 
Casamento também não 
Penso que não devo trazer 
Amor com vírus no coração 

Meninas esfriem as turbinas 
Continuem ao santo pedindo 
Só não cheguem na esquina 
Pois tem vírus infectando 

Aquietem seus corações 
Bem melhor estar solteira 
Namoro agora é pura asneira 
Sem beijos não tem emoções

Diná Fernandes

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Gosto da Vida- PôeRima em "G"

Gosto da vida, não esmoreço por nada,
Gosto de viver, embora com superações.
Grandioso tempo que me dá pancada,
Guardião de mim e das minhas ações.

Gradativamente envelheço, natural; sou carne.
Gerada do barro, também sou osso que se desgasta.
Gabolice não, mas o meu precioso e ativo cerne,
Garante minha mente em atividade, isso me basta.

Graças mil, rendo ao Pai criador por assim ser,
Gosto dos desafios que a vida me impõe,
Gera novos conhecimentos e novo saber,
Guarda minhas memórias e não se opõe.

Gosto de compartilhar as experiências vividas,
Garotada (sobrinhama) param perplexos a ouvir
Genuínas historias, fatos da minha infância sofrida,
Gero polêmica, deixo-os curiosos, gostam de curtir.

Grandes dificuldades enfrentei sem pensar em parar
Gestei desejos, uns realizados, outros negados.
Garimpei a sorte por todos os cantos, e encontrar
Guarida nas horas de sufoco, era um achado.
Diná Fernandes

PoeRima é criação da poetisa Fernanda Xerez.

sábado, 6 de junho de 2020

Promover a Paz - Decanato Poético

Almejar a Paz é desejar o bem comum 
Na família, no mundo e a qualquer um 
Para que possamos viver sem temor algum. 

Com a Paz estabelecida em todos segmentos 
Será possível desfrutar de bons momentos 
Se há harmonia, cessa os desentendimentos. 

A vida é dádiva de Deus e é maravilhosa 
O homem não entende o quanto é preciosa 
Gera contenda, ação abominável  nada gloriosa 

Cultuar o bem é dever de cada um de nós!
Diná Fernandes

Estilo Poético criado pela poetisa Norma Silveira

Diná Fernandes

Quem sou Eu?- PõeRima em "Q"


Quem sou eu? Muito gostaria de saber...
Quando escrevo, sou página e poesia.
Quando me foge a inspiração, gostaria de saber
Quem ousou roubar minhas alegorias?

Quase impalpável, me torno.
Questiono com meu ego,
Queixo-me do maldito suborno
Que me causa desassossego.

Qual pintor borra as tintas da minha imaginação?
Qual química é capaz de transformar
Quadro colorido em tela branca com uma simples demão?
Quotidiano transpirado, versos mortos a sepultar!

Quem sou eu, que de tão transmutada,
Quase nem me reconheço envolta nessa teia?
Quisera ouvir o sopro dos ventos da madrugada.
Quase dia, eu amanheço com essa prosopopeia!

Autoria: Diná Fernandes

Estilo Experimental criado pela poetisa Fernanda Xerez

terça-feira, 2 de junho de 2020

PõeRima em C

Choram as árvores desnudas
Choram as folhas mortas no chão
Choram os pássaros com a muda
Choram com a prometida transição.

Célebre façanha das andorinhas
Com asas tão pequeninas
Com uma expressiva leveza
Cruzam céus, enfrentam frieza.

Assim acontece o outono
A linda estação desnudante
A tarde morna revigorante
À noite, momento monótono.

Como se o Outono não passasse
Como se o verde não mais voltasse
Como se a vida também sessasse
Como se o tempo, as árvores castigasse.

Diná Fernandes

Experimental criado da poetisa Fernanda Xerez

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Mar de lágrimas


Uma espera alimentada de sonho dourado
enchia meu peito de esperança, eu flutuava.
De paixão, palpitava meu coração apaixonado
E no meu mar de lágrimas, sozinha, sobrenadava.

A vida já implorando algum reverbero...
Mais e mais a solidão acinzelando meus dias.
A noite escorrendo lenta, nem um mensageiro,
um sussurro do vento, ou qualquer eufonia...

Um impulso para rasgar o véu da tristeza,
Um marasmo me envolvendo na preguiçosa nuvem.
Nem tinta nem papel há sobre minha mesa,
Para desenhar uma aquarela com sua imagem,

E assim, talvez eu possa ver-te além do meu olhar
Admirar a tela, me abastecer da tua suposta presença.
Já sufoquei o horizonte, onde vivo a te procurar
Com meus olhos de esmeralda, cheios de esperança.

Diná Fernandes

sábado, 23 de maio de 2020

Os Mendazes- Enlaces Disticus



Congresso Nacional, reduto dos mendazes
Casa dos homens descarados e ineficazes
Cambada de malfeitores, desonestos, sem brios
De caras lavadas, promessas e corações frios
Enganaram seus eleitores que acreditaram
Em seus discursos, e a palavra não cumpriram
Corruptos inescrupulosos, aproveitadores
Pena que não fiquem numa cela comum, senhores
Senhores uma ova, bandidos, e com privilégios
Mesmo tendo cometido o pior dos sortilégios.

Não têm caras de raposa, mas são bem audazes
Caras de pau, não! Madeira podre seus ladravazes!

Diná Fernandes

Ciúme- Medianeiro

Ciúme, coisa louca, Traz dor, amargura. Melhor fechar boca. Para amar alguém Precisa dar abertura, Será livre também. Quem pensa acorrentar...